O empresário especialista em educação, Sergio Bento de Araujo, costuma lembrar que acesso não é sinônimo de presença em sala, mas de permanência e aprendizagem com sentido. Neste artigo, vamos analisar como essa colaboração pode ampliar oportunidades, quais princípios garantem segurança e transparência, como desenhar projetos efetivos para a EJA e como medir impacto para sustentar um futuro otimista.
Vamos explicar conceitos essenciais, apontar desafios reais e apresentar caminhos para que governos, organizações sociais e empresas construam ações consistentes, evitando improvisos e iniciativas pontuais.
Por que políticas públicas são decisivas para transformar acesso em aprendizagem?
Políticas públicas definem prioridades, financiamento e regras de implementação. Elas criam padrões mínimos de qualidade, organizam currículos, estruturam avaliação e orientam a formação de professores. Sem essa base, Sergio Bento de Araujo expõe que os projetos isolados podem até gerar bons resultados locais, mas têm dificuldade de escalar e de manter continuidade quando o orçamento aperta.

A força da política pública está em garantir previsibilidade, isso porque, é ela que permite planejar a recomposição de aprendizagem, sustentar programas de alfabetização e ampliar a educação técnica e profissional. Quando a política é bem desenhada, ela também protege a equidade, direcionando esforços para os estudantes que mais precisam, em vez de concentrar recursos apenas onde já há estrutura.
Como as parcerias com a sociedade civil ampliam alcance e relevância?
Organizações da sociedade civil costumam atuar próximas das comunidades e conhecem barreiras que não aparecem em planilhas. Elas ajudam a construir confiança, mobilizar famílias, adaptar linguagem e criar estratégias de busca ativa. Em muitos territórios, esse apoio faz a diferença entre o aluno voltar ou abandonar, especialmente quando há trabalho informal, cuidado com familiares e trajetos longos.
Parcerias bem estruturadas também permitem inovação pedagógica com responsabilidade. Projetos de leitura, oficinas, mediação de conflitos, formação continuada e apoio psicossocial podem complementar a escola sem substituir suas funções. Sergio Bento de Araujo destaca que a colaboração funciona melhor quando a organização social entra para fortalecer a rede, não para competir com ela, alinhando objetivos, responsabilidades e indicadores.
O que a educação popular e a EJA ensinam sobre permanência e inclusão?
A educação popular costuma partir da realidade do estudante. Ela valoriza experiências do cotidiano, promove diálogo e constrói aprendizagem com base em problemas concretos. Essa abordagem é relevante para a Educação de Jovens e Adultos, em que os alunos trazem trajetórias interrompidas e precisam enxergar utilidade imediata no que aprendem. Quando a escola reconhece essa dimensão, o vínculo cresce e a permanência melhora.
Na EJA, o desafio não é apenas matricular, mas criar condições para concluir. Isso envolve horários flexíveis, acolhimento, materiais adequados e avaliação que respeite o ritmo do adulto. O empresário especialista em educação, Sergio Bento de Araujo demonstra, dessa maneira, que projetos de EJA devem incluir suporte para leitura e escrita, mas também para competências digitais e formação para o trabalho, ampliando oportunidades e autoestima.
Quais regras e cuidados tornam as parcerias transparentes e sustentáveis?
Parcerias precisam de governança. Isso significa contratos claros, prestação de contas, seleção pública quando aplicável e definição de metas realistas. A transparência protege o poder público, a organização parceira e, principalmente, o estudante, garantindo que recursos cheguem onde devem e que o projeto mantenha foco pedagógico. Também evita a armadilha de ações de curta duração que geram expectativa e desaparecem, menciona Sergio Bento de Araujo.
Outro cuidado é alinhar o projeto à política educacional da rede. Sem alinhamento, a parceria pode criar rotinas paralelas e confundir professores e gestores. O melhor desenho é aquele que integra formação, materiais e acompanhamento ao cotidiano da escola, com canais de comunicação e responsabilidade compartilhada. Assim, a parceria fortalece a cultura de cooperação e melhora resultados de forma consistente.
Como medir impacto e construir um futuro mais otimista para a educação?
Medir o impacto não é buscar a perfeição, é aprender e ajustar. Indicadores como frequência, permanência, evolução em leitura, conclusão de etapas e participação em atividades ajudam a entender o que funciona. Em projetos voltados à EJA, vale acompanhar retorno após faltas, adesão a trilhas de reforço e progressão em competências práticas. Dados simples, coletados com regularidade, orientam decisões e evitam desperdício.
Quando políticas públicas e parcerias trabalham com evidências, a educação ganha ritmo de melhoria contínua. Sergio Bento de Araujo acredita que o otimismo responsável nasce desse método: olhar para desafios com honestidade e construir soluções com continuidade. Com governança, diálogo e avaliação, é possível ampliar oportunidades, reduzir desigualdades e oferecer educação para todos com qualidade e esperança.
Autor: Diego Rodríguez Velázquez

