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Sanidade ganha peso na estratégia de crescimento da pecuária baiana

Redação Jornal GOPor Redação Jornal GOoutubro 16, 2026Nenhum comentário4 Mins Read0 visualizações
Vaca preta em um campo rural ensolarado, com árvores ao fundo.

A defesa sanitária passou a ocupar posição central no balanço sobre o desempenho da pecuária na Bahia. Além de registrar crescimento no valor da produção, o estado destaca a obtenção de certificações internacionais em sanidade animal, resultado associado às políticas públicas, ao trabalho da Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab) e à participação dos produtores rurais.

As informações foram divulgadas em 14 de outubro de 2026 pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura da Bahia (Seagri), em uma publicação alusiva ao Dia Nacional da Pecuária. O levantamento mostra que o avanço da atividade não está restrito ao tamanho dos rebanhos: envolve também valorização econômica e mecanismos de controle capazes de sustentar a confiança na produção estadual.

Valor da produção chega a R$ 3,46 bilhões

De acordo com os dados apresentados pela Secretaria da Agricultura da Bahia, o valor da produção pecuária baiana alcançou R$ 3,46 bilhões em 2025. O resultado representa aumento de 4,7% em relação a 2024 e tem como base a Pesquisa da Pecuária Municipal, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O indicador ajuda a dimensionar o peso econômico da pecuária para o meio rural baiano. A evolução anual também oferece um retrato do comportamento da atividade em um estado marcado pela diversidade de regiões produtoras, sistemas de criação e condições de produção. No balanço oficial, o crescimento aparece associado à expansão dos rebanhos e à valorização da produção.

A série de informações utilizada na divulgação está relacionada às estatísticas agropecuárias reunidas pelo IBGE. A Pesquisa da Pecuária Municipal é apresentada como referência para os dados de 2025 e para a comparação com o desempenho registrado no ano anterior.

Controle oficial é parte da competitividade

O outro eixo do balanço é a sanidade animal. Segundo a Seagri, a Bahia obteve certificações internacionais nessa área, em um processo relacionado à atuação da Adab e à colaboração dos pecuaristas. A certificação funciona como reconhecimento dos controles adotados e reforça a importância do acompanhamento oficial sobre a saúde dos rebanhos.

Na prática, a defesa sanitária é um componente da própria organização da cadeia produtiva. Ela envolve políticas públicas, atuação dos órgãos responsáveis e adesão dos produtores às exigências de controle. Quando esses elementos avançam de forma coordenada, o setor amplia a capacidade de demonstrar confiabilidade sobre a origem e as condições sanitárias da produção.

O balanço divulgado pelo governo baiano não afirma, porém, que as certificações tenham gerado automaticamente novos mercados. O dado confirmado é que o reconhecimento internacional reforça a posição da Bahia em sanidade animal e contribui para preservar a confiança na pecuária do estado. Essa distinção é importante porque a abertura ou manutenção de mercados depende de diferentes fatores e não apenas de uma certificação.

Produtores participam do resultado

A atuação dos pecuaristas aparece como um dos fatores destacados na divulgação estadual. A defesa sanitária não depende exclusivamente do trabalho do poder público: o cumprimento das orientações e dos procedimentos pelos produtores é parte do processo que permite manter os controles reconhecidos pelas autoridades.

Esse aspecto aproxima o resultado econômico da rotina das propriedades rurais. O crescimento do valor da produção, de um lado, mostra a dimensão financeira da pecuária; de outro, as certificações indicam que a qualidade sanitária precisa acompanhar a expansão da atividade. Para produtores, cooperativas, frigoríficos e agentes de fiscalização, os dois temas estão diretamente relacionados.

Com R$ 3,46 bilhões registrados em 2025, a pecuária baiana chega ao novo ciclo com um desempenho econômico superior ao de 2024 e com reconhecimento internacional em sanidade animal. O principal sinal do balanço é que a competitividade do setor depende tanto da capacidade produtiva quanto da manutenção de controles que sustentem a credibilidade da carne e dos demais produtos pecuários.

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