Levantamento aponta vantagem de pelo menos 15 pontos sobre Marconi Perillo em cenários de primeiro turno
A disputa pelo governo de Goiás nas eleições de outubro de 2026 já tem um favorito nas pesquisas mais recentes. Um levantamento do instituto Real Time Big Data, divulgado em julho, mostra o atual governador Daniel Vilela, do MDB, à frente em todos os cenários testados para o primeiro turno, com vantagem de pelo menos 15 pontos percentuais sobre o ex-governador Marconi Perillo, do PSDB, que aparece em segundo lugar.
Para o eleitor goiano, a dúvida que fica é como Vilela chegou a essa posição de governador sem ter sido eleito diretamente para o cargo neste mandato, e o que isso significa para a disputa que se aproxima. Entender essa trajetória ajuda a explicar por que ele chega à campanha eleitoral já na condição de chefe do Executivo estadual, com a estrutura de governo a seu favor.
Vilela assumiu o governo de Goiás em 31 de março de 2026, em uma cerimônia realizada na Assembleia Legislativa do estado. Ele era vice-governador na chapa de Ronaldo Caiado, então do PSD, que deixou o cargo para se dedicar à pré-candidatura à Presidência da República. Pela legislação eleitoral, quem pretende disputar outro cargo precisa se desincompatibilizar da função dentro do prazo estabelecido, o que levou Caiado a se afastar do governo estadual meses antes da eleição. Fonte: NSC Total.
Com a saída de Caiado, Vilela assumiu o comando do estado de forma definitiva até o fim do mandato, mantendo a linha de continuidade da gestão anterior. A transição ocorreu sem sobressaltos, em uma cerimônia rápida e sem grandes discursos, na qual o próprio Caiado destacou a confiança depositada em seu ex-vice ao longo dos anos em que governaram juntos.
Formado em Direito e filho do ex-governador Maguito Vilela, Daniel Vilela construiu uma trajetória política que passa por cargos como vereador em Goiânia, deputado estadual e deputado federal, período em que presidiu a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados. Ele já havia disputado o governo de Goiás em 2018, sem sucesso, e em 2022 foi eleito vice-governador na chapa vitoriosa de Caiado.
Agora, na condição de governador em exercício, ele se apresenta como candidato à reeleição no pleito de outubro, com a vantagem simbólica de já ocupar o cargo máximo do Executivo estadual durante boa parte do período pré-eleitoral.
Como está o cenário eleitoral segundo as pesquisas mais recentes
De acordo com o levantamento do Real Time Big Data, realizado entre os dias 7 e 8 de julho com 1.600 entrevistados, Vilela também venceria simulações de segundo turno tanto contra Perillo quanto contra o senador Wilder Morais, do PL. Já em um confronto hipotético entre Perillo e Morais, sem a presença de Vilela, o resultado apareceu tecnicamente empatado, o que mostra como a presença do atual governador altera significativamente as projeções para outubro.
A pesquisa tem margem de erro de 2 pontos percentuais e nível de confiança de 95%, com registro no TSE sob o número GO-03751/2026. Vale lembrar que pesquisas eleitorais fazem uma leitura de momento, baseada em amostras representativas da população, e por isso os números podem se alterar ao longo da campanha, especialmente conforme os candidatos oficializam suas candidaturas e o debate público se intensifica.
Ainda assim, o resultado consolida uma vantagem que já vinha sendo observada em pesquisas anteriores, realizadas por outros institutos ao longo do primeiro semestre de 2026, o que indica uma tendência mais consistente do que uma oscilação pontual isolada.
O que está em jogo na eleição de outubro para o governo do estado
A eleição para governador de Goiás está marcada para o dia 4 de outubro de 2026. Além de Vilela e Perillo, outros nomes têm aparecido como possíveis concorrentes em pesquisas e especulações da imprensa local, incluindo lideranças com histórico em disputas municipais e estaduais anteriores.
O resultado da corrida tem peso adicional neste ano porque coincide com o processo eleitoral para a Presidência da República, no qual o próprio Ronaldo Caiado figura como pré-candidato pelo PSD, o que faz da política estadual goiana um tema observado também fora das fronteiras do estado. Para o eleitor que ainda está formando sua opinião sobre o pleito, o cenário atual sugere uma disputa concentrada entre poucos nomes competitivos, mas que ainda tem mais de dois meses até a votação para se consolidar. A definição das chapas, as alianças partidárias e o desempenho dos candidatos nos debates públicos devem ser fatores decisivos para confirmar, ou não, a vantagem que aparece nas pesquisas divulgadas até agora.
Fontes consultadas: Gazeta do Povo, NSC Total, Portal da Alego

