Capital chegou aos 38,3°C em 10 de agosto, maior temperatura registrada para o mês desde o início das medições em 1937; interior de Goiás passou dos 41°C e baixa umidade aumenta preocupação
Goiânia enfrentou uma segunda-feira de calor histórico. No dia 10 de agosto de 2026, os termômetros chegaram aos 38,3°C, estabelecendo um novo recorde de temperatura máxima para o mês de agosto na capital goiana.
Segundo dados meteorológicos divulgados após a medição, a marca superou o recorde anterior de 37,7°C, registrado em 2011. A série histórica da estação convencional do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) em Goiânia começou em 1937.
O episódio chama atenção não apenas pela temperatura elevada, mas também pela combinação entre calor intenso e ar extremamente seco que atinge Goiás durante o período de estiagem.
Interior de Goiás passa dos 41°C
Se Goiânia enfrentou uma tarde excepcionalmente quente, algumas regiões do interior registraram temperaturas ainda maiores.
Na Cidade de Goiás, os termômetros chegaram aos 41,4°C durante a tarde. O município chegou a aparecer entre os locais mais quentes do Brasil durante o dia.
A situação está relacionada com a presença de uma forte massa de ar quente e seco sobre o Brasil Central. Esse sistema mantém o céu predominantemente aberto, reduz a possibilidade de chuva e favorece uma rápida elevação das temperaturas durante a tarde.
Umidade também chega a níveis críticos
O calor não é o único problema. Goiânia também enfrentou níveis muito baixos de umidade relativa do ar, que chegaram à faixa dos 15%.
Valores tão reduzidos aumentam o desconforto e exigem atenção especial com hidratação e exposição prolongada ao sol, sobretudo durante as horas mais quentes do dia.
A Organização Mundial da Saúde utiliza 60% como referência de umidade considerada adequada para a saúde humana, enquanto índices muito baixos podem provocar ressecamento das vias respiratórias, olhos e pele.
Massa de ar seco domina Goiás
O Centro de Informações Meteorológicas e Hidrológicas de Goiás (CIMEHGO) já vinha alertando para a atuação de uma massa de ar seco e quente sobre o Estado.
A combinação de pouca nebulosidade, forte incidência de radiação solar e ausência de chuvas favorece grandes variações de temperatura entre a madrugada e a tarde.
Em algumas regiões goianas, essa amplitude térmica pode superar os 15°C no mesmo dia.
Além do desconforto térmico, a estiagem prolongada deixa a vegetação mais seca e aumenta as condições favoráveis à propagação de incêndios.
Calor intenso deve continuar
A previsão meteorológica mantém a atenção sobre o Centro-Oeste. O INMET informou que o tempo seco e as temperaturas elevadas devem prevalecer na região central do Brasil ao longo desta semana.
Em Goiás, a tendência é de continuidade das tardes quentes e da baixa umidade, especialmente nas áreas onde a massa de ar seco permanece mais intensa.
A ausência de chuva significativa também contribui para manter as condições de estiagem no Estado.
Recorde chama atenção para extremos climáticos
O novo recorde de agosto em Goiânia acrescenta mais um episódio extremo à série meteorológica da capital.
Embora dias quentes façam parte do período seco no Centro-Oeste, alcançar 38,3°C em agosto representa uma condição excepcional quando comparada ao histórico das medições realizadas desde 1937.
Para os moradores, os próximos dias exigem atenção principalmente entre o final da manhã e o período da tarde, quando temperaturas elevadas e umidade muito baixa podem ocorrer simultaneamente.
O episódio registrado em 10 de agosto também reforça a importância do acompanhamento dos boletins oficiais do INMET e do CIMEHGO. Depois de quase nove décadas de medições, Goiânia acaba de estabelecer uma nova marca para um mês tradicionalmente caracterizado pela estiagem: 38,3°C, a maior temperatura de agosto registrada na série histórica da capital.
Fontes:
Diário de Goiás — recorde de calor em Goiânia · INMET — previsão meteorológica oficial · Portal GO 020 — Goiânia chega a 38,3°C e Cidade de Goiás a 41,4°C. (diariodegoias.com.br)

