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Política

Projeto cria rede estadual de acompanhamento psicossocial para sobreviventes de tentativa de feminicídio em Goiás

Victoria WestmontPor Victoria Westmontsetembro 22, 2026Nenhum comentário4 Mins Read2 visualizações

Proposta em análise na Alego prevê articulação entre saúde e assistência social para oferecer acompanhamento continuado às mulheres sobreviventes.

A Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ) da Assembleia Legislativa de Goiás analisou nesta terça-feira (22) uma proposta que cria a Rede Estadual de Acompanhamento Psicossocial às Sobreviventes de Tentativa de Feminicídio. O projeto, de autoria do deputado Virmondes Cruvinel, recebeu parecer favorável da relatora Rosângela Rezende e integra uma pauta que reúne outras matérias relacionadas aos direitos das mulheres. (Portal da Alego)

A iniciativa pretende articular serviços do Sistema Único de Saúde (SUS) e do Sistema Único de Assistência Social (SUAS) para garantir que mulheres que sobrevivam a tentativas de feminicídio tenham acesso não apenas ao atendimento inicial, mas também a acompanhamento psicológico e social continuado. A proposta ainda está em tramitação e o parecer favorável na comissão não significa que o projeto já tenha se transformado em lei. (Portal da Alego)

Projeto prevê acompanhamento psicossocial continuado

O projeto de lei nº 15804/26 estabelece uma rede destinada a organizar o atendimento às mulheres sobreviventes de tentativa de feminicídio no estado. Entre as diretrizes previstas está a articulação entre os serviços públicos responsáveis pelo primeiro atendimento e a rede socioassistencial existente no território onde a vítima reside. (Primeira Mão Online)

De acordo com a proposta, a unidade de saúde ou a delegacia responsável pelo primeiro atendimento poderá comunicar o caso à rede socioassistencial de referência. A partir disso, mediante consentimento livre e esclarecido da sobrevivente, poderá ser realizado o encaminhamento para acompanhamento psicossocial continuado por meio do Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) ou do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS). (Primeira Mão Online)

O texto também prevê a possibilidade de articulação com órgãos de segurança pública e com a rede de proteção prevista na Lei Maria da Penha. O objetivo é facilitar a adoção das medidas protetivas cabíveis e conectar o atendimento psicológico e social às demais estruturas de proteção disponíveis para mulheres em situação de violência. (Primeira Mão Online)

Proposta busca integrar saúde, assistência social e proteção

A proposta parte da ideia de que o atendimento a uma sobrevivente de tentativa de feminicídio não deve terminar depois do atendimento emergencial ou do registro da ocorrência. A justificativa do projeto destaca que os efeitos da violência podem permanecer por longo período e envolver dimensões físicas, psicológicas e sociais. (Primeira Mão Online)

Segundo a justificativa apresentada na matéria, mulheres que passam por esse tipo de violência podem enfrentar consequências prolongadas para a saúde mental, incluindo quadros de depressão e transtorno de estresse pós-traumático. O texto também aponta que a situação pode ser agravada pelo risco de novo contato com o agressor e pela possibilidade de revitimização. (Primeira Mão Online)

A proposta busca, portanto, estabelecer uma conexão mais organizada entre diferentes serviços públicos. Em vez de concentrar o atendimento em uma única instituição, a rede permitiria o encaminhamento entre saúde, assistência social e segurança pública, respeitando o consentimento da sobrevivente para o acompanhamento e para determinadas articulações previstas no projeto. (Primeira Mão Online)

Tramitação na Alego ainda precisa avançar

O parecer favorável apresentado na CCJ representa uma etapa da tramitação legislativa. A proposta ainda precisa seguir o processo previsto na Assembleia Legislativa de Goiás antes de eventualmente ser aprovada pelo Parlamento e encaminhada para as demais etapas necessárias à sua transformação em norma estadual. (Portal da Alego)

Outro ponto previsto no texto é que a participação do Poder Executivo na implementação da rede tenha caráter permissivo. A proposta não cria cargos ou novas estruturas administrativas, não estabelece prazo obrigatório para regulamentação e não determina despesas que não estejam previstas no orçamento. A adesão dos municípios também é apresentada como voluntária, preservando a autonomia administrativa municipal. (Primeira Mão Online)

A matéria foi apresentada pelo deputado Virmondes Cruvinel e recebeu parecer favorável da relatora Rosângela Rezende na CCJ. A proposta aparece ao lado de outras iniciativas relacionadas à saúde e à proteção das mulheres na pauta do colegiado de 22 de setembro, em uma reunião que também analisa vetos do governo estadual e outros projetos. (Portal da Alego)

Com o avanço na comissão, o projeto passa a depender das próximas etapas de tramitação na Alego. Caso seja aprovado nas fases seguintes e posteriormente sancionado, a rede poderá estabelecer um modelo estadual de articulação entre serviços de saúde, assistência social e proteção para mulheres sobreviventes de tentativas de feminicídio em Goiás.

Fontes principais:

  • Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) — pauta da CCJ de 22 de setembro
  • Primeira Mão — detalhes do projeto e das diretrizes da rede psicossocial
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