Close Menu
Jornal GOJornal GO
  • Home
  • Brasil
  • Notícias
  • Política
  • Tecnologia
  • Sobre Nós
Facebook X (Twitter) Instagram
Jornal GOJornal GO
  • Home
  • Brasil
  • Notícias
  • Política
  • Tecnologia
  • Sobre Nós
Jornal GOJornal GO
You are at:Início » MST realiza ato político em Água Fria de Goiás para denunciar trabalho escravo e grilagem de terras
Política

MST realiza ato político em Água Fria de Goiás para denunciar trabalho escravo e grilagem de terras

Diego VelázquezPor Diego Velázquezmaio 6, 2025Nenhum comentário4 Mins Read4 visualizações

No dia 3 de maio de 2025, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) promoveu um ato político no acampamento Valmir Mota Keno, localizado em Água Fria de Goiás, a cerca de 140 quilômetros de Brasília. A mobilização reuniu cerca de 700 famílias e teve como objetivo denunciar práticas de trabalho escravo, grilagem de terras públicas e os impactos negativos do agronegócio na região.

O acampamento Valmir Mota Keno, que já foi palco de outras lutas pela reforma agrária, foi retomado no dia 7 de abril como forma de resistência à grilagem e à luta pelo direito à terra. De acordo com Marco Baratto, da coordenação do MST DF e Entorno, a região onde está localizado o acampamento é marcada historicamente pelo coronelismo, pela concentração fundiária e pela violência no campo. Ele destaca que o modelo do agronegócio destrói tudo ao redor e se sustenta com trabalho escravo e crime ambiental.

A Fazenda São Paulo, vizinha ao acampamento, é um símbolo dessa realidade. Em 2023, uma ação de fiscalização resgatou 84 trabalhadores em condições análogas à escravidão na fazenda. Além disso, a propriedade tem ligação com a Chacina de Unaí, um crime que chocou o país. Antério Mânica, condenado como um dos mandantes do assassinato de três auditores fiscais do trabalho e um motorista em 2004, é genro de Marcos Rogério Boschini, atual administrador da fazenda.

O MST também denunciou a atuação do governo estadual. O movimento afirma que o governador Ronaldo Caiado declarou que não haveria ocupações em Goiás durante o mês de abril. Em resposta, o MST organizou a ocupação em Água Fria de Goiás, enfrentando o governo estadual e buscando conquistar o território para desenvolver e produzir alimentos saudáveis para a região e para os centros urbanos.

Valmir Camilo, da coordenação do MST DF e Entorno, ressaltou que a disputa pelo território em Água Fria é antiga e que a retomada da área cumpre uma função de denúncia e defesa das conquistas da reforma agrária. Ele afirmou que o objetivo é assentar entre 1 mil e 1,2 mil famílias nessas terras, transformando-as por meio da produção de alimentos saudáveis para a mesa do trabalhador e para o povo brasileiro.

O ato político também contou com a presença de militantes, organizações populares, movimentos sindicais, partidos e parlamentares, que se uniram em defesa da reforma agrária e contra as violações de direitos no campo. A mobilização buscou denunciar as práticas de grilagem de terras públicas, a exploração de trabalhadores e os impactos socioambientais causados pelo agronegócio.

O MST enfatizou que a luta pela reforma agrária é uma questão de justiça social e que é necessário romper com o modelo de produção que prioriza o lucro em detrimento da vida e da dignidade humana. O movimento conclamou a sociedade a se unir em defesa dos direitos dos trabalhadores rurais e pela democratização do acesso à terra.

Em resposta ao ato, o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) informou que a Superintendência do Incra no Distrito Federal está promovendo o levantamento da situação da gleba ocupada e examinando se os eventuais ocupantes possuem perfil para o Programa Nacional de Reforma Agrária. O órgão afirmou que as trabalhadoras e os trabalhadores rurais continuam na área pública e que serão tomadas as providências cabíveis conforme a legislação vigente.

O ato político em Água Fria de Goiás faz parte da jornada de lutas do MST, que inclui ocupações de latifúndios, marchas, distribuição de alimentos e protestos em sedes do Incra em todas as regiões do país. O movimento reafirma seu compromisso com a luta pela reforma agrária, pela justiça social e pelos direitos dos trabalhadores rurais.

A mobilização em Água Fria de Goiás é um exemplo da resistência do MST contra as injustiças no campo e da busca por um modelo de desenvolvimento que respeite os direitos humanos, a dignidade e o meio ambiente. O movimento continua a lutar pela democratização do acesso à terra e pela construção de uma sociedade mais justa e igualitária.

Autor: Willyam Bouborn Silva

Post Views: 276
Artigo anteriorGoiás se destaca na geração de empregos formais em março de 2025, consolidando-se como líder no Centro-Oeste
Próximo artigo Previsão do Tempo para Goiás em Maio: Frio Chega ao Estado e Espera-se Mudanças Climáticas
Diego Velázquez
Diego Velázquez
  • Website

Postagens relacionadas

Pesquisa mostra Daniel Vilela na frente na corrida pelo governo de Goiás em 2026

julho 29, 2026

André Mendonça vai relatar no STF ação de Caiado contra Boulos

julho 17, 2026

Goiás entra na reta decisiva para as convenções partidárias: o que muda na política estadual até agosto

julho 6, 2026

Os comentários estão desativados.

Jornal GO
Jornal GO

Jornal GO - [email protected]

NOTÍCIAS

Cuidados paliativos com humanização: o caminho para uma melhor qualidade de vida na velhice

Valdemir Ferreira Santos pondera sobre o valor da conciliação no processo judicial

Avião com 300 kg de cocaína faz pouso forçado em fazenda de Goiás e pega fogo

Mais populares

Goiânia busca R$ 580 milhões em fundo federal para combater alagamentos históricos

julho 29, 20263 visualizações

CEIA da UFG e Meta lançam programa nacional para criar aplicativos de óculos com inteligência artificial

julho 29, 20266 visualizações

Cuidados paliativos com humanização: o caminho para uma melhor qualidade de vida na velhice

agosto 4, 20261 visualizações
© 2026 Jornal GO - [email protected] - tel.(11)91754-6532
  • Home
  • Sobre Nós
  • Notícias
  • Quem Faz
  • Contato

Type above and press Enter to search. Press Esc to cancel.